Mercado de trabalho mantém saldo positivo em maio com mais de 72 mil novas vagas formais

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O mercado de trabalho brasileiro voltou a registrar crescimento em maio de 2026. Dados analisados pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), com base nas informações do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), apontam que o país encerrou o mês com saldo positivo de 72.192 postos de trabalho com carteira assinada, resultado da diferença entre admissões e desligamentos ocorridos no período.

O desempenho foi impulsionado, principalmente, pelo setor de serviços, responsável pela abertura de 45,7 mil vagas, com destaque para as atividades administrativas e os serviços complementares, que responderam por cerca de 11,4 mil novos empregos. A construção civil aparece na sequência, com 12,1 mil postos criados, dos quais 8,9 mil estão relacionados aos serviços especializados em obras.

A agropecuária também contribuiu para o resultado positivo, registrando 10,2 mil novas vagas. Já a indústria manteve trajetória de crescimento, impulsionada principalmente pela fabricação de veículos automotores, segmento que gerou aproximadamente 3,2 mil empregos formais no mês. O comércio, por sua vez, apresentou desempenho praticamente estável, com saldo de apenas 40 vagas.

O levantamento da CNM mostra ainda que o estoque de empregos formais permanece em um dos maiores patamares da série histórica iniciada em 2020, alcançando aproximadamente 47,9 milhões de vínculos ativos em todo o país. No acumulado de janeiro a maio, o Brasil soma cerca de 766 mil novos postos de trabalho, evidenciando a continuidade da geração de empregos ao longo de 2026.

Para a Confederação, a expansão do emprego formal representa um importante termômetro da atividade econômica nos municípios. O aumento das contratações tende a fortalecer a renda das famílias, ampliar a arrecadação local e estimular diferentes setores da economia, refletindo diretamente na capacidade de investimento e na oferta de serviços públicos pelas administrações municipais.

Embora o saldo positivo indique continuidade na geração de empregos, os números do Novo Caged mostram um ritmo mais moderado em comparação com períodos anteriores, reforçando a necessidade de acompanhamento constante da evolução do mercado de trabalho e das condições econômicas que influenciam as contratações formais no país.

Fonte: CNM

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