TCE apresenta resultados do IEGE 2022 a Secretarias de Estado

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Representantes das secretarias de Estado das áreas Fiscal e de Educação, Saúde, Segurança Pública, Planejamento, Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico do governo do estado estiveram reunidos na manhã desta terça-feira (04), no TCE, para apresentação do resultado da apuração do Índice de Efetividade na Gestão Estadual (IEGE), exercício 2022. A iniciativa contou com o apoio da Secretaria de Transparência e Controle (STC).

A reunião de trabalho foi coordenada pelo secretário de Fiscalização, Fábio Alex de Melo, cuja pasta é responsável pela aplicação e gerenciamento do indicador. A exposição dos resultados foi compartilhada entre os auditores Clecio Jads, Helvilane Araújo e Claudia Rosa todos da área de Fiscalização diretamente envolvidos na apuração do Índice.

Coube ao gerente de Fiscalização, Clecio Jads Santana, fazer a demonstração das notas e gráficos por dimensão, apontando os pontos críticos e as recomendações cabíveis para cada área.

A exposição permitiu ao Tribunal fazer uma demonstração detalhada das notas alcançadas pelas secretarias de Estado, de forma individualizada, assim como as orientações e recomendações relativas a cada dimensão. O Índice de Efetividade na Gestão Estadual (IEGE) é um indicador de processos que tem como objetivo aferir o grau de implantação de um conjunto de processos e controles na gestão estadual.

Desenvolvido com base na experiência exitosa do IEGM (Índice de Efetividade da Gestão Pública Municipal), também aplicado pelo TCE, o IEGE integra a Rede Nacional de Indicadores Públicos (Rede Indicon), e começou a ser aplicado em 2020. O resultado do levantamento em cada estado contribui para a composição do IEG-E Brasil.

Um de seus efeitos esperados é o aperfeiçoamento das ações governamentais, por meio da divulgação dos níveis de desempenho de resultado, ou seja, dos indicadores de eficiência e eficácia das políticas adotadas para atendimento das necessidades da população em setores cruciais da gestão pública.

Para o secretário de Fiscalização do TCE, a reunião foi bastante proveitosa, já que se trata de duas instituições com interesse em avaliar as ações do Executivo no que diz respeito à prestação de serviços públicos com foco em sua melhoria permanente, dentro de uma perspectiva pedagógica. “É uma reunião de consenso onde o aspecto punitivo é afastado em benefício de uma qualidade de serviços. O controle, com a disposição de apontar o que deve ser melhorado e o Executivo com o propósito de apontar possíveis problemas envolvidos na elaboração e execução de uma política pública”, explica.

A avaliação positiva do secretário, de um modo geral, foi compartilhada pelos representantes do Executivo estadual, a exemplo da Secretaria de Transparência e Controle (STC). “Essa é, sem dúvida, uma parceria muito importante entre a STC e o TCE, porque visa uma melhor avaliação do Executivo Estadual por meio dos dados levantados na apuração do Índice para a efetividade da gestão estadual. Durante vários meses realizamos o alinhamento desses dados através de reuniões on-line, ofícios, para que todas as secretarias e entidades envolvidas respondessem, culminando na devolutiva de todas as 13 secretarias/entidades que receberam o questionário”, destaca Danielle Mesquita, Secretária Adjunta de Administração e Finanças, na oportunidade, representando o secretário de transparência e controle, Raul Mochel. Ela observa ainda que a STC monitorou para que os questionários fossem respondidos pelas secretarias envolvidas, mas sem acesso direto às respostas, o que tornou inviável uma análise qualitativa desses dados.

“Governos estaduais de todo o país tem se beneficiado em larga escala da aferição dos índices que compõem o IEGE, uma vez que eles permitem verificar a efetividade das políticas públicas em áreas específicas e corrigir rumos sempre que necessário. Tanto o IEGE quanto o IEGM dizem respeito à dimensão fiscalizatória e pedagógica da atuação das cortes de contas, ao entregar aos fiscalizados a avaliação desses indicadores de esforço governamental”, observa o presidente do TCE, conselheiro Marcelo Tavares.

Ele lembra que os índices tanto do IEGE quanto o IEGM são itens obrigatórios das prestações de contas anuais, tendo impacto considerável em sua apreciação, uma vez que muitas recomendações que são decorrentes dos relatórios conclusivos dessa modalidade de fiscalização.

Clique aqui para ter acesso ao relatório 

Com informações do TCE-Ma

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